domingo, 13 de março de 2011

Transitoriedade


Amor, não vá!

Fica e deixa que o momento dos nossos corpos juntos se eternizem,

Se petrifiquem

Não deixa que a distância destrua nossas ilusões...

Aproveita a brevidade do momento e esquece o mundo lá fora,

Por que amanhã posso não te querer aqui ou talvez não me queiras junto do teu corpo...

Aproveitemos a eternidade do hoje,

A efemeridade da paixão,

para petrificar em nossa memória estes momentos!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Traduzir-se - Fagner

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana

BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana

DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Mário Quintana

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011



O que é o AMOR?



Senão o momento vivido, o beijo desejado, o instante do olhar...cada minuto que passamos com o ser objeto de nosso desejo... Sim, porque o que chamamos de amor, este fogo incontido, esta brasa que queima, este tesão indefinível , ao qual demos este nome, é simplesmente paixão, o que nos faz desejar estar perto é a pele...
Por que o dito amor foge quando surgem os problemas? as contas a pagar, aonde foi a poesia do "quero estar contigo pra sempre? " a "minha princesa" vira baranga, "o meu príncipe ", '"um chato barrigudo que só quer me fazer de empregada!"
A sorte, é que o chato barrigudo pode dar as escapadas, afinal, pro homem, tudo é permitido! viva a sociedade machista que as mulheres alimentam! e a mulher,pode desejar, pode ter tesão? pode trocar uns minutos de carinho com o garotão da esquina, pode pagar por alguns minutos de prazer pra esquecer o chato barrigudo? Claro que não! Ela é mulher e pra mulher tudo é feio... Ouvi isto de uma "amiga" esta semana quando soube que o cara que quase morava com ela estava com outra: "Se ele continua comigo eu o aceito, a culpada é ela que deu em cima, ele é homem... Belo discurso pra quem não se garante ..." Não consigo ser amiga de pessoas que pensam assim, nem tento, porque é uma diferença com a qual não posso conviver... Já bastou a minha mãe ter sido " machista" a vida inteira e eu ter que amá-la! acho que nisto sou intolerante, acho que foi muita vivência ruim! E ruim ver quem amamos sofrer por causa de idéias retrógadas, acho que as mulheres podem mudar o mundo!
Por isto, sou fã das paixões, dos encontros, dos momentos vividos, de sacudir a rotina e viver uma relação de igual pra igual. Gosto de ser livre das convenções pra desejar e viver o que gosto, o que quero, sem precisar me sacrificar... E se não der, chutar mesmo tudo pro ar...
Isto sim, é que é amor!

Conceição Gomes.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bullying e o mal que causa (Versão lenta para escolas)

01 - Freud: além da alma (Freud: the secret passion) - parte 01

Salmo 91 - Por Cid Moreira

INSTANTES

Um dia desses, eu estava num restaurante e encontrei um casal e seus dois filhos. O homem , eu conheço há algum tempo, surdo e mudo desde que nasceu, seu olhar, irradia felicidade. A mulher, não a conheço. percebo que também é surda-muda. Os filhos são seus porta-vozes: fazem o pedido, dizem ao garçon qual a cerveja preferida do pai. Tudo era perfeitamente harmônico.
Naquele dia, eu estava particulamente deprimida com algumas bobagens familiares e de repente, veio-me lágrimas aos olhos !
Pus-me a refletir: Como nós perdemos tempo nos aborrecendo com bobagens! Ser feliz é viver cada momento, ser feliz é perceber o privilégio de ter todos os sentidos intactos e poder usá-los em prol do bem!
lembro de um poema lido há muito tempo do qual não guardei nenhuma cópia mas, com a maravihosa tecnologia da nossa atualidade , resgatei da net, e agora releio:

INSTANTES
Se eu pudesse viver novamente minha vida, Na próxima,trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais, Seria mais tolo ainda do que tenho sido, Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico, correria mais riscos, viajaria mais,contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas,nadaria mais rios. Iria a lugares onde nunca fui, tomariamais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais emenos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida: claro que tive momentosde alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de tersomente bons momentos. Porque, se não sabem, disso é feitaavida, só de momentos; não perca o agora. Eu era um dessesque nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa deágua quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; se voltassea viver viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço nocomeço da primavera e continuaria assim até o fim dooutono. Daria mais voltas na minha rua, contemplaria maisamanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outravida pela frente. Mas, já viram, tenho 85 anos e sei queestou morrendo.
(Poema de Nadine Stair atribuído a Jorge Luís Borges)

publicado no yahoo notícias

Termos tecnológicos são incorporados e incrementam a língua portuguesa Qua, 28 Jul -
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Por Carla Peralva
São Paulo, 28 (AE) - Cada mudança tecnológica apresenta novas palavras, abreviaturas e siglas. Termos que são criados para produtos e ideias que não existiam são importados junto das novidades e entram no vocabulário de quem lida diretamente com a área. Aos poucos, essas novas palavras são incorporadas ao português e vão se popularizando até passarem a fazer parte dos diálogos de quem não tem vínculo direto com os assuntos da tecnologia.
O léxico, explica Maria Cristina Altman, coordenadora do Centro de Documentação em Historiografia Linguística da Universidade de São Paulo (USP), é a parte da língua que primeiro e mais visivelmente acompanha as mudanças do mundo.
Se, agora, é do inglês a origem da maior parte das novas palavras, esse privilégio já foi do italiano no século 15, do tupi no século 16 (graças aos nomes de muitas plantas e animais) e das línguas europeias no século 19 - principalmente do francês, responsável direto por aproximadamente 60% do nosso atual vocabulário, de acordo com Mario Eduardo Viaro, coordenador do grupo de pesquisa Morfologia Histórica do Português na USP.
Quem já frequentou um restaurante ou comprou um abajur há de concordar com isso.
O trânsito de palavras entre línguas é um processo constante, natural e inevitável. Na opinião de Viaro, esse fluxo não é uma ameaça ao português. "As palavras não têm dono. O acúmulo de estrangeirismos se deve ao maior contato que temos hoje entre os povos."
Mas o que determina a forma como uma palavra será incorporada ao vocabulário? Usaremos o termo tal como veio do inglês - como em cheddar e brownie? Vamos aportuguesá-lo - como caubói e bangue-bangue? Ou o substituiremos por um equivalente em português - chuveiro, tradução livre de shower? Não dá para saber, diz Maria Cristina. É o uso cotidiano da língua que vai determinar.
A linguista explica que a utilização de determinada palavra em propagandas, espetáculos de entretenimento ou por grandes personalidades da mídia e da academia podem contribuir e muito para o sucesso do termo, mas isso também não é uma garantia.
Como se diz?
A única regra obrigatória é a adaptação da pronúncia. A primeira coisa que fazemos com uma palavra recém chegada é colocá-la dentro do nosso sistema fonético. Ou você já ouviu alguém falar hambúrguer começando com som de r e torcendo a língua no final, como manda o inglês? Se ouviu, com certeza achou estranho.
Uma vez adaptada e integrada ao português, toda palavra estrangeira passa a funcionar como qualquer outra da nossa língua. "Aí a vida é livre", diz Maria Cristina. Podemos fazer com ela o que quisermos: colocar sufixos, criar um aumentativo, diminutivo, transformar em adjetivo. Surf chegou como "sârf" e hoje já é surfe mesmo. Daí, criamos o surfar, o surfista e a surfistinha. O delete já virou deletar e daí para o deletador aparecer é só alguém sair deletando por aí - fazendo a palavra se tornar necessária. Algumas palavras se cristalizam de tal forma que perdem totalmente o vínculo com sua motivação original. Disk-pizza é um ótimo exemplo: ninguém mais disca nada para acionar o delivery.
Os dois pesquisadores concordam que não é necessário temer o empobrecimento do português ou a perda de identidade nacional. A língua é um processo dinâmico e muda com o mundo. Precisa mudar. Adota-se uma palavra estrangeira toda vez que não existe uma em nosso idioma pátrio que expresse determinada ideia tão bem. Foi assim com football, que aportuguesado ficou futebol e não ludopédio, como linguistas defensores da pureza do português já propuseram em uma das várias tentativas frustradas de domar o que é naturalmente falado por nós.
E por que não existir mais de uma palavra para falar de uma única coisa? Se você baixa um arquivo, eu posso querer fazer um download. Ele me manda um e-mail e eu recebo um correio eletrônico. O governo tem um sítio, o jornal tem site. É um processo natural e imprevisível. Não importa que esteja escrito hot dog no cardápio (ou menu, vai do gosto do freguês). O que se pede é sempre um bom "róti dógui".
Como explica Viaro, "adotamos expressividade do estrangeirismo mais do que a palavra. Nem tudo é necessidade. É preciso também poesia".

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UM TEXTO DA MINHA QUERIDA EX-PROFESSORA DE INGLÊS DÉBORA PAMPLONA

É por isso também que eu estou cansada do Brasil!
 
 

OS PAPARAZZI DO TRÂNSITO

 
 

Enquanto dirijo, filosofo. É incrível como os paparazzi do trânsito estão cada vez mais ousados. Eles encontram lugares criativos para se esconder. Outro dia um me fotografou por detrás de um poste numa ladeira de uma rua pouco trafegada. Tudo bem. Meu carro é uma verdadeira celebridade: modelo Brava (fora de linha), ano 2000 e que ainda se locomove em perfeito estado nessas ruas de Fortaleza cheia de buracos? Além disso, vem resistindo em continuar sendo meu, apesar dos apelos mercadológicos de redução do IPI e da pressão de muitos, como: "Você devia comprar um carro novo!" Realmente meu carrinho é uma celebridade! Deve ser por isso que já chegaram seis fotos dele que os paparazzi do trânsito conseguiram tirar! Sendo que três porque meu pé é mesmo muito pesado. Uma delas eu estava a 51 km/h na Beira Mar, onde o limite é 40 km/h. As outras, se eu morasse no Rio de Janeiro, não teria sido flagrada, pois lá o limite é de 90 km/h. Outras duas foram culpa de pessoas que me ligaram no dia da greve dos ônibus ano passado e eu atendi o celular em trânsito, só que a rua estava cheia de paparazzi! A última (quero dizer, mais recente) foi na BR 222, quando eu vinha de viagem e estava chovendo um pouquinho e eu estava com os faróis apagados. Todos os motivos são muito justificáveis, não acha? Ah, que saudade das velhas lombadas, também chamadas de "quebra-carros", digo, "quebra-molas". Elas quebravam só as molas do carro. Agora, os paparazzi quebram também nosso bolso! Mas o que me consola é que esse dinheiro (quase R$ 500,00) vai para uma boa causa: consertar os pavimentos de nossa bela cidade e alargar e criar novas ruas. Afinal, transitar de carro em Fortaleza tem se tornado meu melhor passatempo ultimamente. Ouvir música nessas horas com os fones de ouvido do meu MP-4 (para evitar ter um colapso nervoso) me relaxa muito! Ah, não, acho que outro paparazzi acabou de me flagrar!

 
 

 
 

Fortaleza, 18 de agosto de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A importância do ato de ler

Ler, ao meu ver, é um dos ricos processos que o ser humano desenvolve ao longo de sua vida.

Não o ler "mecânico", a decodificação de símbolos, mas a leitura em sua verdadeira forma, o "sentir" do que está sendo lido.

Ler, é antes de tudo, um ato de prática, de exercício. Como andar de bicicleta, requer muito treino, muita "queda".

Todo o processo interno da leitura verdadeira, se desenvolverá melhor ou pior, dependendo de como foi este "treino". Neste ponto, entra a importância de nossos incentivadores na infância ou em qualquer época que se pretenda desenvolver a habilidade da leitura.

" A leitura do mundo precede a leitura da palavra, "diz sabiamente Paulo Freire, ressaltamos que quanto melhor compreendermos o mundo ao nosso redor, adequarmos a leitura da palavra a este mundo, mais agradável e compreensível se torna a leitura.

Destaco ainda no ato de ler a adequação de nossa interpretação de mundo àquilo que estamos lendo; todos os processos piagetianos ocorrem em nossa mente quando lemos: assimilação, acomodação e adaptação. Ninguém sente de maneira igual uma leitura, porque a submetemos a um processo interno próprio; a transformamos e ela nos transforma.